Ricardo Manfrim

Contabilista – Analista Fiscal – Palestrante

LIVRO REGISTRO DE CONTROLE DA PRODUÇÃO E DO ESTOQUE

1. INTRODUÇÃO
Nesta matéria, abordaremos os procedimentos a serem observados pelos estabelecimentos industriais e equiparados a industrial na utilização do livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3, de acordo com os artigos 283 a 388 do Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2004.

2. UTILIZAÇÃO

O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3, destina-se ao controle quantitativo da produção e do estoque de mercadorias e, também, ao fornecimento de dados para preenchimento do documento de prestação de informações à repartição fiscal, quando solicitado.
Serão escriturados os documentos fiscais relativos às entradas e saídas de mercadorias, bem como os documentos de uso interno, referentes à sua movimentação no estabelecimento, exceto as entradas de produtos destinados ao ativo fixo ou ao uso do próprio estabelecimento.
3. LANÇAMENTOS
Os lançamentos serão efetuados operação a operação, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de produtos, quando se tratar de produtos com a mesma classificação fiscal na TIPI, s Secretaria da Receita federal poderá autorizar o estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial, a agrupá-los numa mesma folha.
A escrituração do livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3 ou das fichas, não poderá atrasar-se mais de quinze dias, que serão efetuadas seguinte forma:
I – no quadro "Produto": identificação do produto;
II – no quadro "Unidade": especificação da unidade (quilograma, litro etc.);
III – no quadro "Classificação Fiscal": indicação do código da TIPI e da alíquota do imposto;
IV – nas colunas sob o título "Documento": espécie e série, se houver, do respectivo documento fiscal ou documento de uso interno do estabelecimento, correspondente a cada operação;
V – nas colunas sob o título "Lançamento": número e folha do livro Registro de Entradas ou Registro de Saídas, em que o documento fiscal tenha sido registrado, bem como a respectiva codificação contábil e fiscal, quando for o caso;
VI – nas colunas sob o título "Entradas":
a) coluna "Produção – No Próprio Estabelecimento": quantidade do produto industrializado no próprio estabelecimento;
b) coluna "Produção – Em Outro Estabelecimento": quantidade do produto industrializado em outro estabelecimento da mesma firma ou de terceiros, com MP, PI e ME , anteriormente remetidos para esse fim;
c) coluna "Diversas": quantidade de MP, PI e ME , produtos em fase de fabricação e produtos acabados, não compreendidos nas alíneas a e b, inclusive os recebidos de outros estabelecimentos da mesma firma ou de terceiros, para industrialização e posterior retorno, consignando-se o fato, nesta última hipótese, na coluna "Observações";
d) coluna "Valor": base de cálculo do imposto, quando a entrada dos produtos originar crédito do tributo; se a entrada não gerar crédito ou quando se tratar de isenção, imunidade ou não-incidência, será registrado o valor total atribuído aos produtos;
e) coluna "IPI": valor do imposto creditado;
VII – nas colunas sob o título "Saídas":
a) coluna "Produção – No Próprio Estabelecimento": em se tratando de MP, PI e ME , a quantidade remetida do almoxarifado para o setor de fabricação, para industrialização do próprio estabelecimento; no caso de produto acabado, a quantidade saída, a qualquer título, de produto industrializado do próprio estabelecimento;
b) coluna "Produção – Em Outro Estabelecimento": em se tratando de MP, PI e ME , a quantidade saída para industrialização em outro estabelecimento da mesma firma ou de terceiros, quando o produto industrializado deva ser remetido ao estabelecimento remetente daquelas MP, PI e ME; em se tratando de produto acabado, a quantidade saída, a qualquer título, de produto industrializado em estabelecimentos de terceiros;
c) coluna "Diversas": quantidade de produtos saídos, a qualquer título, não compreendidos nas alíneas a e b;
d) coluna "Valor": base de cálculo do imposto; se a saída estiver amparada por isenção, imunidade ou não-incidência, será registrado o valor total atribuído aos produtos; e
e) coluna "IPI": valor do imposto, quando devido;
VIII – na coluna "Estoque": quantidade em estoque após cada registro de entrada ou de saída; e
IX – na coluna "Observações": anotações diversas.
Ocorrendo a industrialização no próprio estabelecimento, será dispensada a indicação dos valores nas seguintes colunas:
- "Produção – No Próprio Estabelecimento": quantidade do produto industrializado no próprio estabelecimento (referente a alínea a, do inciso VI);
- "Produção – No Próprio Estabelecimento": em se tratando de MP, PI e ME , a quantidade remetida do almoxarifado para o setor de fabricação, para industrialização do próprio estabelecimento (referente a primeira parte da alínea a, do inciso VII);
No último dia de cada mês serão somados as quantidades e valores constantes das colunas "Entradas" e "Saídas", apurando-se o saldo das quantidades em estoque, que será transportado para o mês seguinte.
O livro poderá ser substituído por fichas, desde que autorizadas pelo fisco estadual, observando os seguintes procedimentos:
I – sejam impressas com os mesmos elementos do livro substituído;
II – sejam numeradas tipograficamente, de 1 (um) a 999.999 (novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove);
III – sejam prévia e unitariamente autenticadas pela Junta Comercial.
Deverá ainda ser visada, pela Junta Comercial, ficha-índice, na qual será registrada a utilização de cada ficha.
A escrituração do livro Registro de Controle de Produção e do Estoque poderá ser simplificada, observando os seguintes procedimentos:
I – escrituração do total diário na coluna "Produção – No Próprio Estabelecimento", sob o título "Entradas";
II – escrituração do total diário na coluna "Produção – No Próprio Estabelecimento", sob o título "Saídas", em se tratando de MP, PI e ME , quando remetidos do almoxarifado para industrialização no próprio estabelecimento;
III – nos casos previstos nos incisos I e II, fica igualmente dispensada a escrituração das colunas sob o título "Documento" e "Lançamento", exceção feita à coluna "Data";
IV – escrituração diária na coluna "Estoque", em vez de ser feita após cada registro de entrada ou saída.
Os produtos que tenham pequena expressão na composição do produto final, tanto em termos físicos quanto em valor, poderão ser agrupados numa mesma folha, se possível, desde que se enquadrem no mesmo código da TIPI.
4. CONTROLE ALTERNATIVO
O estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial, e o comercial atacadista, que possuir controle quantitativo de produtos que permita perfeita apuração do estoque permanente, poderá optar pela utilização desse controle, em substituição ao livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, observado o seguinte:
I – o estabelecimento fica obrigado a apresentar, quando solicitado, aos Fiscos Federal e Estadual, o controle substitutivo;
II – para a obtenção de dados destinados ao preenchimento do documento de prestação de informações, o estabelecimento industrial, ou a ele equiparado, poder
adaptar, aos seus modelos, colunas para indicação do valor do produto e do imposto, tanto na entrada quanto na saída;
III – o formulário adotado fica dispensado de prévia autenticação.

About these ads

fevereiro 25, 2010 - Posted by | Estadual | , , , ,

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 355 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: